domingo, 18 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010


É como a existência de um universo na própria essência. O infinito desconhecido que se propaga pelas minhas artérias, chegando às pontas dos dedos e tingindo palidamente a pele. Meu coração bombeia centelhas que ardem, extravasam, incendeiam.

Talvez não seja sobre faíscas ou descobertas. Talvez seja sobre reconhecimento. E mais do que isso, talvez esta viscosidade do ser revele-se apenas o prelúdio do nevoeiro de nanquim que estamos destinados a nos tornar.

Parece-me que quando o mundo se clareia, certa escuridão se alastra no interior. As trevas são intrínsecas à existência do ser racional. Por mais que desejemos esvaziar-nos desta noite, não adianta fazer fogueiras à toa. O fogo pode te inundar; e certas queimaduras não possuem cura.

O pior dos males é aquele que inventamos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Recordo-me de quando era pequeno e vira e mexe pensava que precisava olhar pro chão, ver aonde meus passos me levariam. Claro, também pra ver se não pisaria em falso ou em nenhuma cobra... Com o tempo a gente aprende a olhar tanto pro chão quanto pro que está à nossa frente. O que a maioria das pessoas esquece é que há muito a ser admirado acima. Não estou falando de signos religiosos, mas sim de um universo (literalmente) de possibilidades, e o mais importante, a lembrança de que eu, você, nós somos seres minúsculos. Nossa miudez geralmente é esquecida, deixada de lado. Não basta ter clareza sobre o que está diante de você ou para onde o seu caminhar te levará. Isto de nada vale se não aceitarmos a existência de algo muito mais antigo a todos nossos passos. Portanto contemple o céu de vez em quando. Não é como se isso precisasse se tornar um vício. Deixe-se levar pelas formas, pelas ideias, pelo fantástico.

segunda-feira, 31 de maio de 2010


Nós fomos obrigados a crescer juntos de um jeito simultâneo, tão fundamental a mim que fica difícil organizar a cabeça e compreender o que eu e você dividimos. Não é apenas a tristeza, felicidade, indignação, esperança ou calor. É um entendimento sutil das nossas ações, dos momentos, das mensagens nas entrelinhas. Uma capacidade de discernir com mais precisão as labaredas umas das outras. E vai além, percebendo-se este ânimo inédito. Faça-me companhia mais uma vez. Por favor, junte-se a mim na última dança flamejante, aquela cuja espera foi tão curta. Os primeiros passos não serão tardios.

Por que sentimos isto, como se fôssemos espectador e espetáculo ao mesmo tempo?

Bizarro.

sábado, 15 de maio de 2010

Há fases, ciclos, uma continuidade nostálgica do ser. Por debaixo de certas camadas, aquelas que já conhecemos tão bem. Ao viver, deixamos rastros, impressões num mar de folhas de outono, no coração daqueles que vêm e vão, mas especialmente daqueles que vêm e não se escondem nas sombras do passado. São estes, os que se enraízam em nós, que nos nutrem para que tenhamos a valentia de iluminar o que está por vir. Não aponte a lanterna para as sombras, aponte-a para as pupilas do futuro. Assim mesmo, na cara, sem hesitar.

domingo, 2 de maio de 2010


Crescer. Expandir-se ou se aprofundar? Cavar tão fundo até se entediar com a própria simplicidade, ou se esticar tanto em todas as direções possíveis até encontrar um falso senso de grandeza?
Que tal crescer com segurança? Não se jogar aos céus e correr o risco de tombar às profundezas a qualquer instante. Mas sim erguer pouco a pouco seu pedacinho de terra, aproximando-o cada vez mais das estrelas para, quem sabe, um dia, tocá-las.