Quantos estados existem entre estar adormecido e desperto? Não é um degrau abrupto de um para o outro. Diria até que sonhos fazem tanta parte da realidade quanto as vivências que temos de olhos arregalados ou semi abertos. É apenas uma ideia, mas reconhecer minha existência em todos os planos pode ser o passo seguinte nessa curta caminhada.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Uma noite, uma hora ou até mesmo um impulso são mais do que suficientes para alterar de forma colossal o navegar do seu barco. Sim, a estabilidade é tão frágil. As certezas são um pequeno castelo de areia que carregamos na palma da mão. Qualquer descuido e... Bem, você é obrigado a reconstruir suas certezas, ou não. Certezas pra quê?terça-feira, 6 de abril de 2010

O tempo... Já gastei tanto tempo aflito com ele. O tempo passa, vai embora. Escorre pra nunca mais voltar. Há uns dias atrás estavam circulando na internet notícias de 1º de Abril, e uma era sobre o fim do mundo. Tudo bem, "quão imbecil você é pra ter acreditado?", mas eu estava cansado e com sono, ok? O estranho foi a sensação que tomou conta de mim naqueles pouquíssimos segundos em que achei que realmente fosse verdade. A vida é passageira demais pra gente ficar se preocupando com o que vai acontecer amanhã. O amanhã é amanhã. E, como ouvi uma amiga (um broto, ela) dizer: "todo futuro é recente". Se for pra passar num piscar de olhos, quero que seja um excelente piscar de olhos.
domingo, 4 de abril de 2010
Quando uma serena fúria toma controle, não há. Não há o que contar, o que dizer. Entretanto há o que mostrar. Está implícito. E talvez nada esteja implícito agora. Talvez eu nem saiba sobre o que estou escrevendo, mas de qualquer forma acredito ser essencial limpar o terreno, botar pra fora. Sei lá, me vejo como uma vela dentro do copo. A vela não tem fim, só que se o copo se encher de cera, o fogo se apaga. Tirar a cera me faz bem. Deixa leve, sabe?... E assim eu sei que a vela pode queimar o quanto quiser.
sábado, 3 de abril de 2010
A multidimensionalidade humana é o maior alívio já descoberto por mim. Naqueles modelos p&b insustentáveis, a angústia também se tornava insustentável. Foi preciso estourar cada partícula e esperar que a poeira baixasse, revelando novas nuvens em outros mares. A percepção é o segredo da plenitude. Continuo feliz, e não abrirei mão dessa condição.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Tinha essa outra dimensão, e nela o tempo se arrastava. Demorava um ano pra cada hora passar. Então às vezes a vida era uma longa noite, e outras vezes um longo dia. Um nascer e pôr-do-sol correspondiam a um nascer e pôr-do-sol aqui. A diferença é que o dia de lá tinha 24 anos. As gavetas eram ao contrário. Aliás, não só as gavetas. Tudo era ao contrário. Só sei que para retornar à realidade, precisava ter muita força de vontade. Com o decorrer do tempo, as pessoas se arrastavam junto a ele... Quase ninguém voltava.
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